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Ouvindo a minha natureza

  • Foto do escritor: fabinhobeatz
    fabinhobeatz
  • 22 de fev.
  • 2 min de leitura

Lembro-me exatamente da resposta da minha mãe quando eu disse que queria ser músico. Tendo trabalhado como produtora de bandas em São Paulo, além de também ter atuado artisticamente como cantora, ela sabia das dificuldades enfrentadas pelos profissionais do ramo. “Filho, é uma vida muito difícil. São muitas viagens, trabalhos que podem ir noite a dentro e pagamentos que variam muito”, ela disse. Apesar da minha escolha, ela sempre esteve do meu lado e me incentivou a fazer o melhor que eu pudesse como profissional, mas também em termos de cuidado comigo mesmo.


Comecei a trabalhar com 14 anos em uma banda de rock. Meu pai me acompanhava nas apresentações por eu ser menor. Foi o começo da experiência de ver a animação e os aplausos do público, de comer lanches do camarim, de ter contato com outros artistas e ganhar mais oportunidades de trabalho. Em contrapartida, foi quando eu comecei a ter a experiência de não ter mais finais de semana e feriados. Era comum perder eventos familiares e encontros com amigos. Mesmo assim, continuei com o trabalho acreditando que eu poderia fazer adaptações.


Passaram-se 22 anos, nos quais trabalhei com tantas pessoas e gêneros musicais diferentes e em contextos distintos. Eu havia conseguido um certo equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Ainda assim, sentia um vazio. Era algo em minha natureza querendo mostrar que novas abordagens eram possíveis. Percebi que a música poderia favorecer a educação e o desenvolvimento humano, mas também que eu poderia fazer a arte como eu a imaginava. Este último caso significa a busca pela música do Fábio, a que nasce das minhas influências e experimentos.


Por muito tempo, nós músicos reproduzimos obras. No Brasil o incentivo para a música autoral é muito fraco. Há poucas oportunidades para mostrar obras originais, bem como pouco interesse por parte do público. O resultado é o trabalho mais voltado para covers.


Passei a pesquisar sobre a realidade de outros países e concluí que a novidade é possível. Inclusive, isso é o motor nas indústrias culturais mais fortes. Com toda a tecnologia na mão e um bom planejamento, você pode mostrar a sua região e ao mundo o “seu som”, a sua obra criada pelo seu espírito. Além de também preservar e estimular a sua habilidade criativa, tão boa e importante para o mundo.


  Acho que aquilo que a minha natureza queria me mostrar é justamente essa voz da criatividade. Esta que está em todos nós e que nos leva a inovação. O mundo é cheio de cores e vida.


Embeleze o mundo desenvolvendo o seu potencial.


 
 
 

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