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Apreciando o jazz

  • Foto do escritor: fabinhobeatz
    fabinhobeatz
  • 8 de fev.
  • 2 min de leitura

Não me lembro exatamente a primeira vez que eu ouvi jazz. Provavelmente ouvi antes sem dar o mesmo valor que eu já dava ao rock. Conforme fui estudando bateria, o meu professor foi me apresentando estilos diversos, o que foi muito importante para entender a dimensão da música. O jazz foi um desses e me encantei com a riqueza da expressão, seja pelo uso da técnica no instrumento ou pela liberdade criativa.


Compartilho o gosto pelo estilo com poucos amigos. Não é um gênero de fácil assimilação e a razão para isso fui descobrir anos depois em uma aula com Bob Wyatt. Ele explicou sobre como “o nosso cérebro procura organizar o caos”. Isso significa que em nossa natureza há o mecanismo para que possamos processar e entender a natureza, proporcionando condições que assegurem a vida. O interessante é como a organização ocorre também nas apreciações artísticas.


Sabe aqueles quadros com pinturas que aparentemente não fazem sentido? Borrões, alguns traços, formas geométricas fundidas…? À primeira vista alguns podem sentir algo. Outros vão achar que o artista fez algo qualquer. Entretanto, uma pitada de conhecimento acerca da época (real ou inspirada), outra sobre a técnica empregada e mais um pouco sobre o artista e…voilà! A mágica acontece. Com o jazz não é diferente.


Se me permite uma sugestāo, comece com canções como “I fall in love too easily” (Chet Baker) e “Night and day” (Ella Fitzgerald). Depois vá para temas instrumentais. “Nefertiti” (Miles Davis) e “Witch Hunt” (Wayne Shorter) são boas para começar a conhecer a música sem letras. Leia sobre os artistas e essas canções.


O jazz tem uma variedade de vertentes desenvolvidas ao longo dos anos. Em toda sua história demonstra nunca se limitar, mas sim expandir os horizontes. Explora formas de improviso, timbres diversos e fusões com outros estilos. É a arte da criatividade e liberdade infindas.   


Para mim, é uma filosofia com a qual eu desenvolvo e faço  a manutenção da flexibilidade, inovação, colaboração e respeito.


Se quiser conhecer o estilo, conte comigo.


Um abraço e até a próxima!


 
 
 

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